Jesus está vivo para sempre

Jesus está vivo para sempre
"Eu vivo, mas já não sou eu; é Cristo que vive em mim." Gl 2, 20.

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Evangelho do dia (Lucas 17,7-10)

Naquele tempo, disse Jesus: 
7Se algum de vós tem um empregado 
que trabalha a terra ou cuida dos animais, 
por acaso vai dizer-lhe, quando ele volta do campo: 
'Vem depressa para a mesa?' 
8Pelo contrário, não vai dizer ao empregado: 
'Prepara-me o jantar, cinge-te e serve-me, 
enquanto eu como e bebo; 
depois disso tu poderás comer e beber?' 
9Será que vai agradecer ao empregado, 
porque fez o que lhe havia mandado? 
10Assim também vós: 
quando tiverdes feito tudo o que vos mandaram, 
dizei: 'Somos servos inúteis; 
fizemos o que devíamos fazer'.'


Se um funcionário de uma empresa faz apenas o que lhe é solicitado, dificilmente ele irá crescer na empresa, porém, se outro funcionário toma iniciativa e atende necessidades que o patrão não pediu ou ainda encontra e resolve problemas que o patrão não conhecia, este funcionário tem muitas chances de crescer na empresa.

Da mesma forma acontece com o Reino de Deus, se ficamos parados na zona de conforto, fazendo apenas o mínimo de um cristão católico, que é:

  • receber os sacramentos de iniciação cristã (batismo, primeira comunhão e crisma);
  • participar da missa todos os domingos e dias santos;
  • confessar-se ao menos 1 vez por ano;
  • contribuir com a Igreja através de ofertas (de tempo, trabalho, materiais e/ou dinheiro) quando houver necessidade.

Dificilmente seremos elevados à santidade, porém se além do mínimo, nos ofertamos a cada dia, estando disponíveis para atividades outras como catequese, pastorais, ministérios, serviço da liturgia, evangelização, ou ainda atividades sem ligação direta com a Igreja, como auxílio a jovens e casais em situações difíceis, esmolas a quem necessita, ensino de crianças, jovens e adultos, etc.

Se vamos além do mínimo, Deus nos recompensará com uma maior participação na Sua divindade, pois na medida em que confiamos mais em Jesus, nos aproximamos mais Dele e estamos mais próximos de Sua pessoa humana e divina.

Senhor, livrai-nos do comodismo e conduzi-nos para águas mais profundas.

Amém!

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Evangelho do dia (Lucas 17,1-6)

Naquele tempo: 
1Jesus disse a seus discípulos: 
'É inevitável que aconteçam escândalos. 
Mas ai daquele que produz escândalos! 
2Seria melhor para ele 
que lhe amarrassem uma pedra de moinho no pescoço 
e o jogassem no mar, 
do que escandalizar um desses pequeninos. 
3Prestai atenção: 
se o teu irmão pecar, repreende-o. 
Se ele se converter, perdoa-lhe. 
4Se ele pecar contra ti sete vezes num só dia, 
e sete vezes vier a ti, dizendo: 'Estou arrependido', 
tu deves perdoá-lo.' 
5Os apóstolos disseram ao Senhor: 
'Aumenta a nossa fé!' 
6O Senhor respondeu: 
'Se vós tivésseis fé, mesmo pequena como um grão de mostarda, 
poderíeis dizer a esta amoreira: 
'Arranca-te daqui e planta-te no mar', 
e ela vos obedeceria.


"É inevitável que aconteçam escândalos" (v. 1), a Igreja sofre com os escândalos desde o princípio, quando os apóstolos começaram a levar a fé pelo mundo.

Mesmo durante o tempo de Jesus, e em seguida, no tempo dos apóstolos, a Igreja é atingida por ideias e ideais contrários ao Evangelho, como o matrimônio dos membros do clero, o divórcio, a segunda união com pessoas casadas, questões sociais, os limites de atuação da Igreja, etc.

A fé, a Igreja e o Evangelho devem ser a luz do mundo e o sal da terra, a luz que ilumina e mostra o caminho e o sal que tempera e dá sabor.

Nem a luz e nem o sal mudam aquilo que tocam, mas os tornam melhores de serem apreciados, pois é difícil observar os objetos à noite, sem luz, e também é difícil saborear um alimento cozido sem sal.

As pessoas não precisam mudar sua natureza, mas sim a forma de interagir umas com as outras e com o mundo, pois sem a fé, a Igreja e o Evangelho qualquer pessoa cai, tropeça e pode se ferir pois anda no escuro e nem aproveita a vida, pois tudo está sem sal, sem sabor.

Senhor, eu creio, mas aumentai a minha fé para que a Vossa luz brilhe e a vida destes que me confias seja cheia de sabor.

Amém!

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Evangelho do dia (Lucas 16,1-8)

Naquele tempo: 
1Jesus disse aos discípulos: 
'Um homem rico tinha um administrador 
que foi acusado de esbanjar os seus bens. 
2Ele o chamou e lhe disse: 
'Que é isto que ouço a teu respeito? 
Presta contas da tua administração, 
pois já não podes mais administrar meus bens'. 
3O administrador então começou a refletir: 
'O senhor vai me tirar a administração. 
Que vou fazer? 
Para cavar, não tenho forças; de mendigar, tenho vergonha. 
4Ah! Já sei o que fazer, 
para que alguém me receba em sua casa 
quando eu for afastado da administração'. 
5Então ele chamou cada um 
dos que estavam devendo ao seu patrão. 
E perguntou ao primeiro: 
'Quanto deves ao meu patrão?' 
6Ele respondeu: 'Cem barris de óleo!' 
O administrador disse: 
'Pega a tua conta, senta-te, depressa, e escreve cinqüenta!' 
7Depois ele perguntou a outro: 
'E tu, quanto deves?' 
Ele respondeu: 'Cem medidas de trigo'. 
O administrador disse: 
'Pega tua conta e escreve oitenta'. 
8E o senhor elogiou o administrador desonesto, 
porque ele agiu com esperteza. 
Com efeito, os filhos deste mundo 
são mais espertos em seus negócios 
do que os filhos da luz.


"os filhos deste mundo são mais espertos em seus negócios do que os filhos da luz" (v; 8), com essas palavras, Jesus apresenta a realidade profissional dos "filhos deste mundo" em comparação à realidade dos "filhos da luz".

Os filhos do mundo sabem o que fazer e como conseguir o que querem, enquanto os filhos da luz têm os olhos na honestidade e na justiça.

Quando um filho da luz entra em um negócio, ele se torna como uma luz, chamando a atenção de todos pelas suas atitudes e humildade, podendo também gerar a inveja de alguns.

Quanto ao sucesso, Jesus nos mostra que Deus não se opõe à riqueza, mas sim à desonestidade.

O senhor do administrador desonesto era rico e justo, enquanto o administrador foi afastado do cargo justamente por ser desonesto.

Esta questão ocorre frequentemente em todos os lugares, deste empresas, famílias e até na Igreja, pois sempre existem pessoas que entendem como o mundo funciona, como um filho entende sua mãe, e pessoas que buscam a honestidade e a justiça em todas as ações, porque conhecem a Deus e têm a luz como mãe.

Senhor, abençoai e reuni o Vosso povo, não permitindo que a mentalidade do mundo contamine a santidade da Igreja.

Amém!

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Evangelho do dia (Lucas 15,1-10)

Naquele tempo: 
1Os publicanos e pecadores 
aproximavam-se de Jesus para o escutar. 
2Os fariseus, porém, e os mestres da Lei criticavam Jesus. 
'Este homem acolhe os pecadores e faz refeição com eles.' 
3Então Jesus contou-lhes esta parábola: 
4'Se um de vós tem cem ovelhas e perde uma, 
não deixa as noventa e nove no deserto, 
e vai atrás daquela que se perdeu, até encontrá-la? 
5Quando a encontra, coloca-a nos ombros com alegria, 
6e, chegando a casa, reúne os amigos e vizinhos, 
e diz: 'Alegrai-vos comigo! 
Encontrei a minha ovelha que estava perdida!' 
7Eu vos digo: 
Assim haverá no céu mais alegria 
por um só pecador que se converte, 
do que por noventa e nove justos 
que não precisam de conversão. 
8E se uma mulher tem dez moedas de prata e perde uma, 
não acende uma lâmpada, 
varre a casa e a procura cuidadosamente, até encontrá-la? 
9Quando a encontra, reúne as amigas e vizinhas, e diz: 
'Alegrai-vos comigo! Encontrei a moeda que tinha perdido!' 
10Por isso, eu vos digo, 
haverá alegria entre os anjos de Deus 
por um só pecador que se converte.'


Algumas vezes, podemos nos perguntar "por que o mundo está desse jeito?", se Jesus prometeu o Reino de Deus definitivo quando Ele retornasse, por que Ele não retorna logo?

Quando Jesus retornar, Ele irá realizar o JUÍZO FINAL: "Quando o Filho do Homem voltar em sua glória e todos os anjos com Ele, sentar-se-á em seu trono glorioso. Todas as nações se reunirão diante Dele e Ele separará uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos. Colocará as ovelhas à sua direita e os cabritos à sua esquerda." Mateus 25, 31ss.

Então, quando Jesus retornar, não haverá mais tempo para a conversão dos pecadores e se "haverá alegria entre os anjos de Deus por um só pecador que se converte" (v. 10), é de se esperar que Deus dê todo o tempo possível para que cada pecador escolhido entre seus eleitos se converta.

Senhor, fazei de nós Vossas testemunhas, para que através do nosso testemunho de fé, os pecadores vejam a Vossa face e se convertam.

Amém!

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Evangelho do dia (Lucas 14,25-33)

Naquele tempo:25Grandes multidões acompanhavam Jesus.Voltando-se, ele lhes disse:26'Se alguém vem a mim, mas não se desapegade seu pai e sua mãe, sua mulher e seus filhos,seus irmãos e suas irmãs e até da sua própria vida,não pode ser meu discípulo.27Quem não carrega sua cruz e não caminha atrás de mim,não pode ser meu discípulo.28Com efeito: qual de vós, querendo construir uma torre,não se senta primeiro e calcula os gastos,para ver se tem o suficiente para terminar?Caso contrário,29ele vai lançar o alicerce e não será capaz de acabar.E todos os que virem isso começarão a caçoar, dizendo:30'Este homem começou a construire não foi capaz de acabar!'31Ou ainda:Qual o rei que ao sair para guerrear com outro,não se senta primeiro e examina bemse com dez mil homens poderá enfrentar o outroque marcha contra ele com vinte mil?32Se ele vê que não pode,enquanto o outro rei ainda está longe,envia mensageiros para negociar as condições de paz.33Do mesmo modo, portanto, qualquer um de vós,se não renunciar a tudo o que tem,não pode ser meu discípulo!'


Jesus nos convida a uma vida completa, plena e feliz. Para isto, Ele se oferece inteiramente para nós e nós só podemos recebê-Lo se estivermos com as mãos completamente livres.

Jesus não diz que devemos abandonar a família, o trabalho e a sociedade, mas sim que devemos seguir o primeiro mandamento de forma concreta "Amar a Deus sobre todas as coisas".

Se temos apego a alguém ou algum objeto, este apego pode ser uma pedra que impede nosso amor para com Deus.

Nós devemos sim amar nossa família e trabalhar para sustentá-la, mas nosso objetivo final é Deus, nossa vida não deve ficar presa devido a outras pessoas, a menos que realmente exista esta necessidade, como os pais de crianças com necessidades especiais, que devem estar o tempo todo junto de seus filhos.

Quando Jesus dá os exemplos do homem que deseja construir uma torre e do rei que está para sofrer um ataque, Ele mostra qual o caminho de prudência deve-se seguir.

Jesus comparar o apego à imprudência, pois alguém que tenha apegos mundanos está sujeito a sofrer da mesma forma que o homem ou o rei imprudente, que são humilhados e derrotados.

Senhor, dai-nos sempre os dons da prudência e do desapego, para que sejamos servos livres e fieis ao Vosso Amor.

Amém!

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Evangelho do dia (Lucas 14,15-24)

Naquele tempo: 
15Um homem que estava à mesa, 
disse a Jesus: 
'Feliz aquele que come o pão no Reino de Deus!' 
16Jesus respondeu: 
'Um homem deu um grande banquete 
e convidou muitas pessoas. 
17Na hora do banquete, mandou seu empregado 
dizer aos convidados: 
'Vinde, pois tudo está pronto'. 
18Mas todos, um a um, começaram a dar desculpas. 
O primeiro disse: 
'Comprei um campo, e preciso ir vê-lo. 
Peço-te que aceites minhas desculpas'. 
19Um outro disse: 
'Comprei cinco juntas de bois, e vou experimentá-las. 
Peço-te que aceites minhas desculpas'. 
20Um terceiro disse: 
'Acabo de me casar e, por isso, não posso ir'. 
21O empregado voltou e contou tudo ao patrão. 
Então o dono da casa ficou muito zangado 
e disse ao empregado: 
'Sai depressa pelas praças e ruas da cidade. 
Traze para cá os pobres, 
os aleijados, os cegos e os coxos'. 
22O empregado disse: 
'Senhor, o que tu mandaste fazer foi feito, 
e ainda há lugar'. 
23O patrão disse ao empregado: 
'Sai pelas estradas e atalhos, 
e obriga as pessoas a virem aqui, 
para que minha casa fique cheia. 
24Pois eu vos digo: 
nenhum daqueles que foram convidados 
provará do meu banquete.'


Jesus estava em meio aos judeus, povo escolhido do Antigo Testamento, e diz que "nenhum daqueles que foram convidados provará do meu banquete" (v. 24), Jesus fala em parábolas, que as vezes podem ter mais de uma interpretação.

Uma possível interpretação desta parábola é a Comunhão Eucarística, pois o banquete que Jesus nos entrega hoje é a Eucaristia e os judeus não reconhecem Jesus como Deus nem compartilham o Pão Eucarístico.

Outra interpretação pode ser a participação dos ricos, pois Deus deu aos ricos a responsabilidade de administrar seus bens para que ninguém passe fome nem necessidades, mas estes, muitas vezes, pensam apenas em si, esquecendo que existem pessoas que precisam daquilo que lhes está sobrando.

Existem pessoas que precisam de comida, enquanto estragamos e desperdiçamos comida.

Existem pessoas que precisam de roupas, enquanto enchemos os armários sem precisar de todas essas roupas.

Existem pessoas que passam frio nas ruas, enquanto sobram quartos em nossas casas.

Existem pessoas que precisam ouvir que Deus as ama, mas temos vergonha de falar do Amor.

Senhor, dai-nos fé e coragem para estarmos sempre diante do Vosso Altar e sempre mais reunindo Vossos filhos para o banquete que já está preparado.

Amém!

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Evangelho do dia (Lucas 14,12-14)

Naquele tempo: 
12E disse também a quem o tinha convidado: 
'Quando tu deres um almoço ou um jantar, 
não convides teus amigos, nem teus irmãos, 
nem teus parentes, nem teus vizinhos ricos. 
Pois estes poderiam também convidar-te 
e isto já seria a tua recompensa. 
13Pelo contrário, quando deres uma festa, 
convida os pobres, os aleijados, os coxos, os cegos. 
14Então tu serás feliz! 
Porque eles não te podem retribuir. 
Tu receberás a recompensa na ressurreição dos justos.'


No tempo de Jesus, os homens tinham o costume de fazer festas para comemorar eventos típicos, porém felizes, como boas colheitas, a chegada de um filho ou amigo que não via a muito tempo, encontrar um objeto importante ou precioso, nascimento de um filho, etc.

A ideia da celebração era compartilhar a felicidade com os convidados, porém muitos estavam criando o costume de fazer festas e convidar os conhecidos em retribuição por terem sido convidados para uma festa anterior.

Jesus fala da importância de comemorarmos os bons momentos da vida, mas também que é importante dividirmos nossa alegria com aqueles que talvez nunca tiveram um momento de alegria.

Uma festa não deve ser uma ocasião puramente social, onde encontraremos pessoas próximas e estreitaremos laços afetivos e/ou negócios, mas sim uma real celebração de algo bom que aconteceu.

Celebrar e se alegrar sempre no Senhor, reconhecendo que Ele é nossa justiça e esperança de uma felicidade eterna, este deve ser o sentido de qualquer comemoração.

Senhor, dai-nos sempre uma alegria verdadeira e o desejo de compartilhá-la com todos, sem distinção.

Amém!